APRENDENDO COM A COPA SOBRE AS ELEIÇÕES

APRENDENDO COM A COPA SOBRE AS ELEIÇÕES

APRENDENDO COM A COPA SOBRE AS ELEIÇÕES

Claro que os 7 a 1 do inesperado resultado entre Brasil e Alemanha, abalou as estruturas de todos os brasileiros que torceram e vibraram com a seleção. Mas, o que resultado do jogo interfere no processo eleitoral? Nada.

O que vai interferir é o argumento de termos sido anfitriões, no orgulho brasileiro que estava em alta, na receptividade aos turistas, no clima de festa que a copa promoveu, na geração de recursos exterior em diversos setores da economia e muitos outros detalhes.

Mas, o que isso muda nas eleições? É o marketing? A auto confiança? A supervalorização da marca? Do nome? Ou da seleção?

Então, posso seguramente afirmar que todo o processo contido na “Teoria do espetáculo” pode levar um político a derrota, tal qual a nossa seleção. Na tese de Guy Debord destaco a você, como uma constituição moderna da luta de classes, faz o espetáculo uma forma de dominação da burguesia sobre o proletariado, sua lógica e sua história, sobre todos os membros da sociedade.

Debord mostra algumas estratégias que buscam resistir à alienação através da supressão ou derivação da realidade espetacular, destruindo os valores burgueses tal como a submissão ao mundo do trabalho.

Os políticos que atuarem no ambiente eleitoral, procurando utilizar as estratégias do espetáculo, ou os modernos métodos de marketing forçadamente e artificiais como fizeram nossos jogadores, correm o risco de serem mal interpretados pela população. Nossos jogadores levantavam a camiseta para mostrar a marca da cueca, sentavam na bola no circulo central do gramado para ganhar close das televisões, promoviam expressões de preocupação, movimentos com olhos de lince, dancinhas em coreografias, possivelmente ensaiadas nos momentos que deveriam estar treinando, agradecer a Deus de forma efusiva entre 4 e 7 segundos, o que Deus entenderia perfeitamente sem mirabolantes gestos em apenas 2 segundos de  sua humilde concentração a Ele, ou mesmo uma banana jogada no campo,  dando início a uma ampla repercussão nas redes sociais de uma próxima campanha “do espetáculo”.

Como  tudo é muito bem orientado previamente, nas eleições as orientações podem também extrapolar o consciente e o político ser interpretado com extravagante e oportunista. As pessoas com acesso as redes sociais, (TV, jornal, revista e rádio) e as redes sociais digitais (Plataformas como Facebook, Twitter, Linked in, Instagram), estão muito mais ávidas a perceber determinados conceitos do espetáculo, obtendo pleno entendimento que não se está “com uma mão na taça”. A eleição é no dia da eleição. Quando o eleitor avaliar seu candidato e cumprir as etapas de percepção racional e emocional, daí sim ele votará.

Não há quem possua 20 mil votos antes do dia da eleição, não há quem ainda não vivenciou surpresas pessoais ou de amigos, que “Tinha tudo para ganhar” mas perdeu. Não há quem não utilize, de forma errada o marketing político e eleitoral e não se choque com o resultado, assim como ficamos ontem, estupefados ao ver a máquina alemã em ações planejadas, fazer gols, um atrás do outro, sem poses para as câmaras, sem logotipos de patrocinadores em destaque, sem espetacularizar absolutamente nada. O conceito do espetáculo ficou subliminarmente na consciência de cada um, como será no dia 5 de outubro, dia em que o brasileiro vai demonstrar aos políticos que consegue ultrapassar do estado de nesciência para o da consciência ao digitar o número que lhe representar: autoridade, segurança, estabilidade econômica, desenvolvimento pessoal, profissional e o bem estar dele e da família.

Por isso entenda melhor seu eleitor e não menospreze seu adversário        

Abraços e até mais

Gilberto Musto.

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